sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A boa de Lisboa


8 pés no monumento
Chegamos em lisboa na manhã do dia 26. Fomos do aeroporto para o hostel, onde deixamos nossas malas, e partimos para a região de Belém, onde estão localizadas 3 atrações turísticas famosas: a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos e o Monumento aos Descobridores. Havíamos planejado visitar os 3 nesse mesmo dia, mas o cansaço e o sol quente atrapalharam nossos planos. Para chegar em Belém, pegamos um trem (que em Portugal é comboio) no Cais Sodré. A viagem é super rápida, não dura mais que 15 minutos. Descemos na estação "Belém" e fomos andando pela margem do Rio Tejo (que nessa altura já está se encontrando com o mar). Primeiro avistamos o Monumento aos Descobridores e depois de mais alguns minutos (que pareciam horas por causa do sol) a Torre de Belém. Ficamos na fila por mais ou menos uma hora e não pagamos entrada, pois tínhamos o Lisboa Card (falaremos mais sobre isso daqui a pouco). O interior da torre é bonito e a vista é fantástica,mas aqui vai uma dica: caso esteja muito sol e a torre esteja muito cheia NÃO VÁ até o último andar. Ou melhor, vá se você fizer muita questão, mas se eu pudesse voltar atrás, não iria. Explico o porquê: o acesso se dá por uma escada espiral "mão única", ou seja, enquanto há pessoas subindo, ninguém desce. Isso gera uma enorme fila para descer no terraço da torre, onde não há uma sombra sequer.

Saímos da torre cansados (queimados) e paramos em um restaurante na margem do rio para comer um pastel de belém (!!!) Nessa hora o cansaço falou mais alto e decidimos deixar o mosteiro para o último dia. Voltamos para o hostel e ficamos por lá mesmo, tomando um Sagres (!!!) e conversando.


Para o segundo dia estava planejado andar pelo centro e visitar o Castelo de São Jorge e o Mercado da Ribeira, e assim fizemos. Acordamos cedo, tomamos café no hotel, e partimos. Nosso "walking tour" começou pela Praça do Comércio e de lá partimos para o charmoso e labiríntico bairro de Alfama. Perdido e a procura do Castelo de São Jorge, acabamos topando com a belíssima Catedral de Lisboa no caminho, vale a pena a visita (e é de graça). Enfim achamos o Castelo! Lá portadores de Lisboa Card e estudantes pagam uma tarifa reduzida. O castelo possui estilo medieval e uma vista impagável. De lá, partimos para o Mercado da Ribeira, uma espécie de mercado centra que foi recentemente reformado e agora abriga diversos restaurantes. Lá comemos uma das melhores refeições da viagem (e por 11 euros, incluindo a bebida!!). Aproveitamos para comprar algumas frutas orgânicas e partimos para a nossa última "atração" do tia: a tradicional loja da Ginjinha sem Rival. Você deve estar se perguntando "O que é ginjinha?". Bem, ginjinha é um licor tipicamente lisboeta, produzido a partir da ginja (que não é uma azeitona, ao contrário do que eu pensava hahaha)
uma fruta que tem um gosto parecido com o da cereja.

O Castelo de São Jorge
Voltamos para o hostel, descansamos um pouco, nos arrumamos e fomos conferir a night lisboeta. Em Lisboa, a vida noturna se concentra nos bairros Chiado e Bairro Alto, um do lado do outro. Lá é possível encontrar bares, boates e restaurantes. Como era uma segunda, não esperávamos muita coisa. Saímos em busca da Ginjinha no copo de chocolate, que achamos após muita procura. Depois paramos em um restaurante para comer uns bolinhos de bacalhau e beber um Sagres. Resolvemos então dar uma volta pelas ruas do bairro. Foi quando fomos surpreendidos por um chamado em português do brasil que dizia "free shots". Entramos. Ganhamos 3 shots de graça. O lugar, no início vazio, encheu, e o melhor, era um bar/boate latino então ainda pudemos dançar É o Tchan! haahah.

No dia seguinte acordamos cedo e visitamos o famoso Oceanário de Lisboa. Realmente vale muito a pena, e lá dentro funciona um restaurante muito bom e barato, onde é possível comer e beber (entrada + prato principal + sobremesa) por 9 euros. Saímos do oceanário e ainda tínhamos algumas horas livres, pós nosso voo para barcelona era a noite, então rumamos ao Mosteiro dos Jerônimos. A entrada foi gratuita pois tínhamos o Lisboa Card. Todos ficamos surpreendidos pela beleza da construção. Ao lado do mosteiro fica a tradicional (e original) loja de Pasteis de Belém.


Do Mosteiro, fomos para o Hostel pegar nossas malas e partimos para o aeroporto (de metro). Lisboa foi uma cidade que muito nos surpreendeu e está entre as favoritas de nós 4 hahah. Com certeza voltaremos com mais calma para conhecer mais esse belo país que é Portugal.


Custos:

Hostel: 24 euros para duas noite. Ficamos no Hans Brinker Hostel Lisbon

Lisboa Card: 36 euros. Inclui todos os meios de transporte público, ingresso para a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos e dá desconto em outras atrações

Castelo de São Jorge: 5 euros

Oceanário de Lisboa: 11,90 euros

Alimentação: média de 20 euros por dia





segunda-feira, 20 de julho de 2015

Últimos preparativos

Fala galera!
O post de hoje é para falar sobre os últimos preparativos da viagem como elaboração do roteiro para as cidades, checagem de hostels e passagens, seguro, dinheiro e finalmente a mala! 
Roteiros:
Com relação aos roteiros, nós nos encontramos dois dias para tentar resolver o máximo possível, e mesmo assim várias coisas permanecem em aberto, o que é normal (e de certa forma bom) e dá margem para que acrescentemos e alteremos algumas coisas de acordo com nossa experiência na cidade. O importante é ter um roteiro como base para não ficar "perdido" e não perder tempo, então olhamos em diversos blogs, sites de viagens, falamos com amigos que já foram a esses lugares e selecionamos as coisas que mais nos interessaram, o “must-see” de cada cidade. Postagens futuras terão mais detalhes sobre os roteiros.

Hostels: 
Já sobre as passagens e os hostels é IMPORTANTÍSSIMO conferir tudo o quanto antes! Tivemos alguns pequenos problemas de percurso com relação aos hostels, mas nada que não tivesse solução. Primeiro, dois de nós foram transferidos para outro quarto, mas com alguns e-mails tudo se resolveu. Caso não tivéssemos verificado, talvez só fossemos descobrir na hora, o que dificultaria a solução. Em posts futuros sobre os hostels, vocês terão mais detalhes, mas já podemos adiantar que o Le Regent Hostel (de Paris) ganhou muitos pontos, mesmo antes da nossa ida, pela enorme atenção que nos deram, pela rapida resolução do "problema" e pelo upgrade que ganhamos (saímos de um quarto de 10 pessoas para um quarto de 6). Esperamos que durante a nossa estadia essa primeira impressão não mude. O segundo problema que tivemos foi o fato de um de nós ter reservado em hostel diferente!!! Bom, os dois hostels em questão são de uma franquia e a reserva dos dois é feita no mesmo site, o que facilita um pouco a confusão. A sorte é que esse hostel exige que o pagamento seja feito no local, então a troca entre uma unidade e outra da franquia foi feita com facilidade e sem prejuízo (ainda bem que ainda tinha vaga!!).

Seguro-viagem:
É importantíssimo lembrar que para entrar na Europa é OBRIGATÓRIO possuir um seguro de viagem. Os países membros do Tratado de Schengen (quase todos da Europa – O Reino Unido é uma exceção) exigem cobertura mínima de 30000 euros. Todos nós optamos por uma cobertura um pouco maior, 50000 mil euros. Dois de nós fechamos com a Allianz Seguros, um com a Mondial e um com a Porto Seguro e os preços ficaram entre 520 e 650 reais.

A escolha da forma de levar o dinheiro também variou entre nós. Basicamente existem 3 opções:
. Espécie
. Travel Cards
. Cartão de Crédito
Levar a quantia total em espécie, apesar de sair mais em conta, não é muito recomendado por questões de segurança. Por mais que tomemos cuidado, há
sempre o risco de perder o dinheiro ou até mesmo de ser furtado. Por isso, todos nós levaremos parte em chash e parte nos travel cards, que nada mais são que cartões de débitos pré-pagos. Vale lembrar que o IOF de 6,38% incide sobre os travel cards.

Bagagem:
Por fim, a mala! É algo muito pessoal e como estamos indo no verão optamos por levar roupas leves. É muito importante procurar saber exatamente quantas bagagens são permitidas e seus respectivos pesos. No nosso caso, o máximo permitido é 23 kg para a bagagem que será despachada e 8kg para a bagagem de mão, então, se for possível, é interessante ir pesando a mala quando for faze-la para se ter uma ideia do peso e levar somente o essencial (a menos que você esteja disposto a pagar pelo excesso).

OBS: uma dica legal é levar uma tolha chamada Nabaiji, de secagem rápida, visto que ficando em hostels não se tem muito espaço ou tempo para uma secagem “normal”.

Isso é tudo, pessoal! Amanhã é o grande dia e estamos a todo vapor nos preparativos finais. Nos próximos posts vocês encontrarão dicas das cidades, avaliações dos hostels e roteiros. Até a próxima!

domingo, 24 de maio de 2015

Primeiros passos: voos, hostels e trens

A ideia sempre foi viajar com pouco dinheiro, o mínimo possível. A gente começou a pesquisar os preços há um pouco menos de um ano atrás e a ideia inicial era uma viagem de 40 dias a Lisboa, Londres, Barcelona, Madri, Paris, Berlim, Amsterdã, Praga e Roma. Masss logo vimos que estávamos sonhando um pouco alto demais, querendo tantos dias de viagem e tantos países a visitar em duas curtas semanas que são as nossas férias de julho. Encurtamos a viagem, então, a 29 dias e 7 cidades, deixando de fora Madri e Praga.

Primeira etapa: Comprar as passagens. 
Graças ao pai da Maria fomos até uma agencia de turismo e conseguimos uma passagem múltiplos-destinos com ida Rio-Londres no dia 21 de julho e volta Roma-Rio no dia 17 de agosto por R$2810, o que foi, sem dúvidas, uma excelente aquisição, já que só vinhamos conseguindo passagens por, no mínimo, R$3500 em sites como Decolar.com ou Submarino.

Segunda etapa: pesquisas infinitas a procura de hostels que combinassem preço acessível + boa localização + café da manhã (quando possível) + boas avaliações no Trip Advisor e no Booking.com. Claro, nem sempre foi possível conciliar todos os critérios, mas, por mais caros que fossem os lugares, nunca abrimos mão da boa localização ou de, pelo menos, ser perto do metrô. Infelizmente ainda não dá pra aconselhar outros mochileiros e avaliarmos os hostels por que ainda estamos no Brasil, mas haverá um post só pra isso!
Depois de muitos encontros e concluídas as pesquisas, passamos à reserva dos hostels! E nessa hora já quase cai a ficha: "a gente vai mesmo!"

Terceira etapa: decidir se íamos fazer os trajetos entre os países de trem ou de avião. 
Sobre o trem: 
Existem 3 tipos de passe para se viajar entre os países europeus: Global Pass (que dá direito a 28 países e custa a partir de €297); Select Pass (inclui 4 países vizinhos por €114); e Regional (que inclui apenas 2 países e custa €105) http://pt.eurail.com http://www.raileurope.com.br
Sobre os voos:
É possível encontrar voos em conta dentro da Europa, mesmo com a bagagem excedendo o limite de peso da bagagem de mão e, de qualquer forma, o trajeto Londres-Lisboa só poderia ser feito de avião, já que nenhum dos passes de trem inclui o trem que liga Londres ao continente, além de que o trem partindo de Londres só tem percurso até a França e a Bélgica (http://www.eurostar.com/).
Obs.: como nós 4 vamos viajar com malas relativamente grandes não dava pra comprar passagens low cost. Prestem atenção em passagens muito baratas! As vezes as bagagens não estão incluídas e as taxas de bagagem extra fazem com que o preço já não valha mais tanto a pena. Mas se você não for ficar em hostels e tiver algum lugar fixo, como a casa de alguém conhecido, onde possa deixar as malas os preços dos voos low cost dentro da Europa podem ser impressionantemente baratos (http://www.edreams.com.br/).

Me arrisco a dizer que essa foi a parte mais complicada das compras. Depois de muitos cálculos chagamos à conclusão de que saía mais barato não comprarmos nenhum "Pass", mas sim as passagens separadas entre Barcelona-Paris, Paris-Amsterdã e Amsterdã-Berlim e fazer os trechos que sobrassem de avião. 
Valores:

.Voos:                                                               .Trens:
Lisboa-Barcelona: R$205                                  Barcelona-Paris: €143
Londres-Lisboa: R$740                                     Paris-Amsterdã:€45
Berlim-Roma: R$192                                        Amsterdã-Berlim: €44
Considerando o euro a R$3,40, o total das passagens internas foi de R$1925

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Quem somos nós?

A história desse blog começa muito antes do nosso embarque para Londres, no dia 21 de julho de 2015. Tudo começou em 2011, quando, dentro  dos muros do Colégio de Aplicação da UFRJ, nós nos conhecemos. Não demorou para que nos tornássemos amigos e após 3 anos de muitas provas, festas, bagunças na casa da tia Mônica e do tio Fernando (pais da Ana), churrascos na casa da Maria e viagens para a casa da Júlia em Petrópolis nós nos formamos. Havia chegado a hora do nosso tão sonhado mochilão.
O planejamento começou há um ano, em meados de 2014. Primeiro desafio: escolher o que vamos visitar. Foram diversos encontros para definir um roteiro, que ao longo do tempo sofreu diversas alterações. Uma vez finalizada essa etapa. partimos à mais dolorosa: a compra das passagens. Conseguimos uma boa tarifa (salve tio Marcos, pai da Maria) chegando por Londres e saindo por Roma, voando Lufthansa. A partir daí começamos a reservar os trechos internos. Paralelamente a isso, fizemos a reserva dos hostels. Muitas opções e muitas consultas ao tripadvisor. Mas tudo isso é assunto para próximas postagens.
A intenção desse primeiro post é nos apresentar e apresentar a viagem. Eu que vos escrevo me chamo João Victor, estudo Relações Internacionais na UFRJ e sonho em trabalhar na ONU. Junto a mim nessa jornada estão Ana Clara, que estuda Defesa e Gestão Estratégica Internacional na UFRJ e sonha em comunicar coisas ao mundo, Maria Clara estudante de Biomedicina na UFRJ e Júlia, estudante de direito na UFRJ (é o bonde da UFRJ). Nosso roteiro consiste em Londres - Lisboa - Barcelona - Paris - Amsterdã - Berlim - Roma, nessa ordem.

Próxima postagem: a elaboração do roteiro e a compra de passagens.

Até mais.